Archive for June 2006
E por hoje é só
Texto novo meu no Argumento. Eu achei que ele tá bem legal, e a chamada na capa do site ficou bem simpática:
“Quem sabe alguém aí não vai atrás de um desses romances por conta do que foi dito aqui? E o plano. Não esqueçam do plano de leitura…”
Nem parece que fui eu quem escreveu.
Referências no Google
Algumas pessoas chegam aqui e no 3 Vozes depois de digitar meu nome em sites de busca. Fui fazer isso agora, e vi o seguinte: procurando por meu nome, com ou sem aspas, o Entretantos, o Cotocos (meu ex-blog, digamos assim) e o 3 Vozes (blog que divido com mais dois amigos), aparecem logo na primeira página do Google. Procurando por páginas em por páginas em português, claro.
Eu não acho que isso signifique alguma coisa. Na verdade, o que eu me pergunto é se andam me “googleando” ou se caem aqui e no 3 Vozes por engano.
Depois da resenha
O livro do Menalton pode ser encontrado até que baratinho em sites de compra. 17,90 nas Americanas, se não me engano. E ó, vale a pena. Tanto vale que já está esgotado no Submarino.
Recebi outro livro hoje:

Trata-se de “Vagarosamente, ao vento“, de Patricia Highsmith. Uma coletânea de contos dela, publicada pela José Olympio Editora. Tem um conto imperdível: “O homem que escrevia livros na cabeça”. É nada mais que genial.
Você deve conhecê-la pelo “O talentoso Ripley”. O filme foi adaptado de um romance dela. Olha… E no Submarino esgotou, não tem na Saraiva e Americanas, nem pensar. Mas acho que dá pra achar em uma boa livraria ou em um bom sebo. Ler inteiro eu ainda não li, não vou mentir. Mas também, só “O homem que escrevia livros na cabeça” já vale o livro.
Inté procês!
A coleira no pescoço
Quando recebi a coletânea de contos “A coleira no pescoço” (Bertrand Brasil, 160 págs.) do escritor gaúcho Menalton Braff, programei fazer sua leitura em menos de uma semana.
Meu raciocínio foi: são 20 contos*, a maioria deles curtos. Lendo cinco por dia, finalizaria o livro em quatro dias. Talvez até menos. Parecia muito simples. Mas o fato é que alguns livros quase que obrigam o leitor a, depois de ler algumas páginas, parar, pensar, refletir sobre o que está escrito e, só depois disso, recuperar o fôlego para continuar a leitura.
E foi o que aconteceu logo que terminei de ler o primeiro conto de “A coleira no pescoço”, cujo título dá nome ao livro.
“Nenhum dos dois conseguia disfarçar os danos da velhice, que suportavam em silenciosas e mútuas acusações. O velho parecia fazer um esforço enorme para puxar o cão ladeira acima. (…) Seu corpo todo era uma recusa tensa e escura, e ele tinha o olhar aborrecido de quem não pode esperar mais nada da vida além daquela coleira no pescoço, na ponta de uma corrente.”
Esse é um trecho do conto em questão. Nele, Menalton Braff narra a história de dois velhos: um homem e um cão, que convivem há muito tempo, mas a relação entre eles já não é mais a de amizade, como foi em outros tempos. Um apenas serve de companhia para o outro, nada mais. A essa altura de suas vidas eles nem ao menos se encaram. Metáfora (?) perfeita, sensível e cruel das relações humanas. Read the rest of this entry »
Antes da resenha…
Croniqueta minha sobre a Copa no 3 Vozes! Dêem uma olhadinha
Rapidinhas
- Nós podemos não ser amigos, mas somos bons camaradas. Estou falando do caríssimo J.E. Veiga, que estreou blog novo semana passada, eu linkei aí do lado mas deixei pra falar aqui depois. Passem por lá que vale a pena
- Obrigado a quem continua visitando o blog, ein?
- Eu ia postar uma resenha hoje, mas deixo pra amanhã.
- Rapaz, já terminei o “A voz do escritor”. Devorei-o-o em três dias. Em breve sai resenha dele lá no blog Paralelos. Acabei de postar a de “Capital humano”, confiram lá!
- Por que eu sempre esqueço das coisas quando vou postar?
- Sobre o jogo hoje, nada a declarar. Minha insatisfação com o cabeça dura do Parreina não vai fazer ele mudar a seleção, entonces… Paciência e orações!
- E graças a Deus que o Brasil foi pras quartas! Assim posso aproveitar o frete grátis pra livros da Americanas no sábado! Tem um livrinho lá que tô doido pra pegar, e tá baratinho, rapaz!
Coisa engraçada
Aconteceu uma coisa engraçada hoje. Arrumando uma gaveta minha, encontrei folhas de minha agenda do São Paulo (o que é que tem?) que eu tinha usado no início de ano como diário (o que é que tem?), e que eu arranquei pra jogar fora, pois não segui adiante com as anotações por ser esquecido e também por meus dias serem um tanto quanto monótonos.
O interessante foi que em um dos dias eu escrevi que fiquei lendo a tarde toda, e bla bla bla, e que a vantagem disso foi que eu acabei um tal de “O ladrão de histórias”, que estava empacado.
Sério: eu procurei em todos os lugares que guardo meus livros aqui, e não encontrei o título referido. Procurei nos sites, e nada. Tô aqui até agora encucado com isso. Eu ein.
Matéria sobre Fernando Sabino
Saiu no O Globo de hoje. Eu vacilei, e não vi, senão tinha comprado por aqui.
Aí vai o link pra matéria: http://oglobo.globo.com/jornal/suplementos/segundocaderno/284413832.asp
As coisas mais legais da Copa (até agora)
- Ver o Fred comemorando o gol feito menino, meio que sem acreditar no que fez;
- Ver o Juninho Pernambucano chorar ao fazer o primeiro gol dele na Copa (e se Parreira continuar sendo cabeça dura, terá sido o primeiro e último);
- Ver Ronaldo, o Gordo, desencantando;
- Ver as Americanas colocando frete grátis pra livros, em dias de jogos do Brasil!;
- E o principal: ter sobre o que falar, quando falta assunto.
A voz do escritor

E ontem recebi o "A voz do escritor", de A. Alvarez, publicado pela Civilização Brasileira.
A. Alvarez é poeta, romancista, crítico literário, entre outras coisas. Ou, como ele diz, "escritor freelancer". Seu livro fala sobre "o escrever imaginativo e como lê-lo: primeiro, como um escritor desenvolve uma voz própria e uma presença na página; a seguir, como o leitor aprende a escutar essa voz e reagir a ela…".
Trecho: "Trabalhar como escritor freelancer é um ofício precário, até porque, mudando de uma forma literária para outra, a gente pode acabar sem conseguir dominar nenhuma delas. Mas, para um escritor, até a precariedade tem sua utilidade; se por nenhum outro motivo, pelo menos por nos deixar constantemente atentos ao modo como a nossa voz salta da página."
Destruição de livros em massa

Chegou aqui ontem o "História universal da destruição dos livros – das tábuas sumérias à guerra do Iraque" (Ediouro, 438 págs.), obra do venezuelano Fernando Báez, que passou 12 anos de sua vida pesquisando as maiores destruições de livros da história da humanidade.
Uma das epígrafes do livro é a seguinte: "Onde queimam livros, acabam queimando homens." (Heinrich Heine, poeta alemão).
Trecho: "Nesta história da destruição de livros se observará que a destruição voluntária causou o desaparecimento de 60% dos volumes. Os restantes 40% devem ser atribuídos a fatores heterogêneos, entre os quais se destacam os desastres naturais (…), acidentes (…), animais (…), mudanças culturais (…) e os próprios materiais com os quais se fabricou o livro (…). Além disso, deve se perguntar quantos livros foram destruídos por não serem publicados, quantos livros em edições particulares foram perdidos para sempre, quantos livros deixados jogados na praia, no metrô ou no banco de um parque chegaram ao fim. É difícil responder a essas inquietações, mas o certo é que neste mesmo momento, quando você lê estas linhas, pelo menos um livro está desaparecendo para sempre."
A Copa, Rafael, a Copa…
Pois não é que o Parreira, depois de dizer que iria colocar Gilberto Silva (Émerson), Cicinho (Cafú) e Robinho (Ronaldo), colocou também em campo, no jogo de ontem contra o Japão, Juninho Pernambucano (Zé Roberto), Gilberto (Roberto Carlos) e Ronaldo? Robinho acabou entrando no lugar de Adriano. Sem piadinhas de duplo sentido, por favor.
E aí Ronaldo faz dois gols. Uhhhhhhhhh! Por pouco, ein, Willy (perceberam? Willy, de Free Willy? rá rá rá!)?
Juninho (pra que esse Pernambucano, se só tem ele de "Juninho" na seleção e ele é o maior craque do Lyon, da França e, sendo ele o maior craque do time, poderia ter até "Juninho Beckenbauer" na camisa?) também fez gol, e jogou demais. Assim como Cicinho, que não fez gol, mas fez uma partidaça.
Ah, o safado do Parreira colocou RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRogééééééééééééééééério Ceni (!!!!!!!!!!) por alguns minutinhos em campo. Rogério deveria ser o goleiro titular da seleção, isso sim.
O jogo eu assisti com minha amada, que demonstrou até ter uns conhecimentos futebolísticos!
Agora é esperar Gana, e seja o que Deus quiser!