O terminal
Dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Hanks, “O terminal” pode ser classificado como uma comédia em diversas resenhas do filme e também nas estantes de muitas locadoras.
Eu prefiro dizer que é um filme inclassificável. A presença do humor – mesmo que rasteiro, fino, refinado, fica a critério do leitor - é notável, claro. E forte. Mas há também drama e aventura na história. Prefiro classificá-lo assim, não classificando.

Em “O terminal”, Viktor Navorski, um krakozhiano – nascido no fictício país da Krakozhia – desembarca no maior aeroporto de Nova Iorque com a intenção de visitar a cidade e honrar uma promessa. Mas é impedido de pisar em solo americano, pois seu país acabou de sofrer um golpe de estado; por causa disso, seu passaporte é invalidado e ele se torna, literalmente, um homem sem pátria. Impedido de voltar à sua terra e de sair do aeroporto, Viktor passa a morar nele.
Não entende patavina em inglês e não tem dinheiro americano. Mas descobre um meio de ganhá-lo e passa suas noites estudando o idioma. Em alguns meses, Viktor já consegue emendar uma boa conversa em americano.
Há também romance no filme. Viktor se apaixona pela bela aeromoça Amelia, interpretada por Catherina Zeta-Jones. Mas ela tem um caso com um homem casado – sem trocadilho, por favor - e fica dividida entre o novo amor e a espera do velho amado. Mas isso é o que menos importa no filme.
O que realmente importa é a perseverância de Viktor, e o exemplo - pode até ser exagerado, mas não é impossível – de que todo homem, com força de vontade, dedicação e condição, pode aprender o que quer que seja. E a lição de moral: se você fez uma promessa, honre-a. Custe o que custar.
Afinal, o que é um homem sem palavra?
P.S.: Vou ainda pesquisar o “Krakozhia”, não tenho certeza de que a grafia é essa, mesmo o lugar não existindo. Eu assisti “O terminal” duas vezes. Uma no cinema, com a minha – na época amiga e hoje – namorada e, recentemente, em dvd. Comprá-lo-ei assim que ele baixar de preço. E eu tiver dinheiro, claro.
Oi…
Li seu artigo no digestivo e vim passear:
também assisti o Terminal em DVD emprestado e
amei: inesquecível. Logo também vou compra-lo para rever muitas vezes. Um abraço da leitora do DF.
gisele lemper
August 9, 2006 at 6:18 pm