Entretantos

Literatura e otras cositas más

Archive for September 2006

Chove chuva…

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Opa! Tudo bem?

Desde ontem que chove aqui. Quer dizer, desde 01:00 da madrugada de hoje, pra ser mais preciso. Um porre, não? Simplesmente não parou de chover. Diminui bastante, fica aquele chuvisquinho fraco, mas não parar que é bom, não pára.

Siguinte: estes dias serão complicados pra mim. Aulas, atividades outras aqui na rede, postarei um pouco menos esses dias, acredito. Não quero sair desembestado re-postando resenhas que saíram em outros sites aqui no blog. Quero falar algumas besteiras e sei lá mais o quê. Ia até falar de “Click“, filme com o Adam Sandler que assisti com Cássia semana passada, do qual gostamos muito, porque é muito engraçado e tem aquela velha lição de moral no final. Mas ficarei só no comentário breve aqui mesmo, e quem tiver afim de um filme legal e divertido pra assistir, pode ver “Click“ sem medo.

Se tiverem de bobeira e quiserem alguns blogs/sites pra visitar, aqui vão algumas dicas:

3 Vozes -> eu e mais dois amigos postando alguma ficção;

Simplicíssimo -> nunca é demais recomendar o Simplex;

Digestivo -> show de bola esses dias, com textos sobre as eleições e tal;

Burilando a Cuca -> blog da Lúcia, que conheci nessas andanças virtuais;

Inactivism -> blog do Cleber, que conheci através do Digestivo;

5 Minutoss -> se Cássia tomar coragem de postar o conto que ela escreveu, vocês vão ver como ela escreve bem e tal;

Arrependido -> blog do parceirão Thiago, que veio aqui recentemente. Aliás, se você procura por templates para blogs, é lá mesmo que você tem que entrar. Lá você encontra o link pro blog no qual ele disponibiliza vários templates bem legais. Por encomenda ele também faz. É bom até cês encomendarem uns porque aí peço uma porcentagem e tal…

E vou-me indo, que estou cheio de coisa pra ler aqui.

Abraços!

Written by Rafael Rodrigues

September 27, 2006 at 11:10 pm

Pergunte ao pó

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Arturo Bandini é um jovem americano descendente de italianos que mora em Los Angeles num quarto de hotel simples, muito simples, e que não tem um tostão no bolso.

“Uma noite, eu estava sentado na cama do meu quarto de hotel, em Bunker Hill, bem no meio de Los Angeles. Era uma noite importante na minha vida, porque eu precisava tomar uma decisão quanto ao hotel. Ou eu pagava ou eu saía: era o que dizia o bilhete, o bilhete que a senhoria havia colocado debaixo da minha porta. Um grande problema, que merecia atenção aguda. Eu o resolvi apagando a luz e indo para a cama.”

O trecho acima entre aspas é o primeiro parágrafo do romance “Pergunte ao pó” (José Olympio, 208 págs.), do escritor americano John Fante (1909-1983). É complicado falar de um livro tão importante e tão vibrante. “Pergunte ao pó” é venerado por milhares de leitores em todo o mundo. Um de seus admiradores mais famosos é o também escritor Charles Bukowski (1920-1994). Ele escreveu, em 1980, um prefácio para o livro, que faria parte das edições publicadas a partir daquele ano. Ele está presente na nova edição que tenho em mãos, a 6ª, e quase me fez chorar. Resolvi então reproduzir algumas linhas escritas por Bukowski:

“Então, um dia, puxei um livro e o abri, e lá estava. Fiquei parado de pé por um momento, lendo. Como um homem que encontrara ouro no lixão da cidade, levei o livro para uma mesa. As linhas rolavam facilmente através da página, havia um fluxo. Cada linha tinha sua própria energia e era seguida por outra como ela. A própria substância de cada linha dava uma forma à página, uma sensação de algo entalhado ali. E aqui, finalmente, estava um homem que não tinha medo da emoção. O humor e a dor entrelaçados a uma soberba simplicidade. O começo daquele livro foi um milagre arrebatador e enorme para mim.”
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Written by Rafael Rodrigues

September 25, 2006 at 11:40 am

Qué pagá quanto?

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Estou a vender uns livrinhos:

Algum lugar em parte alguma (Record, 2006, 286 páginas), contos, de Nelson de Oliveira.

Livro novo, R$ 30,00, já com taxa de envio inclusa;

e

Catrâmbias! (Barracuda, 2006, 80 páginas), novela, de Evandro Affonso Ferreira
Livro novo, R$ 20,00, já com taxa de envio inclusa.

Só pra lembrar: os livros são novos

Quem tiver interesse, deixa um comentário no post ou manda um email pra rafaelnikov@gmail.com

Written by Rafael Rodrigues

September 22, 2006 at 11:17 pm

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Um mar sem fim

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Vira e mexe aparece um blog que vale a pena visitar. Via Digestivo, conheci o blog do Cleber Corrêa, o Inactivism. Espaço muito bom, com textos excelentes e reflexões sobre literatura, filosofia, jornalismo e sobre a vida, é claro. Sem cair nos clichês.

Fico impressionado como tem gente por aí que escreve bem. Mas há de se reconhecer: nesse mundaréu de blogs que existe, poucos são os que valem à pena ser lidos. O Inactivism é um deles.

Written by Rafael Rodrigues

September 22, 2006 at 10:41 pm

Posted in Seinfield

O poetinha aconselhou

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E eu acatei. Ele disse que não se deve falar da bem-amada por aí, gratuitamente. O poetinha, a saber, é o Vinícius, ok?

Pois. E eu até que falava, mas desde que vim pra cá, resolvi evitar. Apenas seguindo um conselho do poetinha. Se ele estivesse vivo, ou se pudesse me ler (quem sabe não está?) - que falta de modéstia, a minha – eu diria a ele que minha bem-amada é a mais bela de todas as belas mulheres. E que é ela quem me leva para um mundo outro, no qual não existem problemas. Só amor e paixão. Carne, alma e sentimento. E algumas palavras, é claro.

Comprei mais dois livros (ohhhh! novidade!). “A vida breve”, de Juan Carlos Onetti e “Na teia do sol”, de Menalton Braff. O primeiro eu não conheço. Comprei porque no fundo do livro, Cortázar diz: “Onetti é o maior romancista latino-americano.” Se Cortázar disse, é porque, no mínimo, o cara é bom.

O Menalton eu já conheço o “A coleira no pescoço”. “Na teia do sol” é um romance, e faz tempo que eu queria ter mais algo do Menalton pra ler. Um dos poucos escritores brasileiros vivos que realmente faz – e vive – literatura.

Quem tiver afim de comprar um bom livro, pode comprar qualquer um dos citados aqui, sem medo. É tudo coisa de primeira.

P.S.: Lembrei agora aqui: como tem livro caro! Aliás, como tem livreiro que vende livro caro… Os que comprei hoje foram barbada, R$ 9,90 cada. Mas passei em outra livraria, e cada livro que eu puxava me apontava uma faca. Um absurdo! Falarei sobre isso depois…

Written by Rafael Rodrigues

September 22, 2006 at 12:20 am

Entrevista com José Rodrigues dos Santos

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Como eu disse, entrevistei o autor de “O Codex 632″; via e-mail e tal. A entrevista está no blog Paralelos. Confiram lá! Tá show de bola ;)

Written by Rafael Rodrigues

September 19, 2006 at 12:03 am

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Como eu disse…

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Bom, como eu disse no último ou penúltimo post (não lembro, e não vou abrir o blog pra ver), saiu hoje a talvez melhor resenha que eu já tenha escrito.

Tá lá no Digestivo. O livro resenhado é ”O soldado absoluto“, biografia do marechal Henrique Lott escrita pelo jornalista Wagner William. O livro revela um homem sem igual na história do nosso país. Íntegro, honesto, dedicado, esforçado, um verdadeiro patriota, que não se intimidou por ninguém, e tinha como maior virtude sempre querer ver a justiça prevalecer.

Fiquei encantado pelo “personagem”. Um exemplo para qualquer um, sem dúvida alguma.

Written by Rafael Rodrigues

September 18, 2006 at 12:06 pm

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Tão pensando que é fácil?

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Pois não é. O colunista estava até agora, 02:48 da matina, terminando de ler um livro e escrevendo uma resenha sobre ele.

A propósito, o livro é excelente e a resenha pode ser a sua (do colunista) melhor resenha jamais escrita - até então.

Saberemos segunda-feira.

Written by Rafael Rodrigues

September 16, 2006 at 2:48 am

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Eu disse…

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Eu não falei que ia conseguir mais informações sobre “O Codex 632″? Além de ler o livro, claro.

Pois. Entrevistei, via e-mail, o autor. Em breve sai no Paralelos. Aviso por aqui.

Legal isso, não?

Inté!

Written by Rafael Rodrigues

September 15, 2006 at 1:19 am

Posted in Só pra avisar

E minhas aulas voltaram

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Pois, estou de volta à carga. E desta vez à sério, pra ver se termino logo essa birosca.

Dois posts novos aí embaixo. Devo voltar aqui apenas na sexta, quando posto no 3 Vozes a última parte do meu texto lá e tal.

Faltou dizer que o José Rodrigues dos Santos (vide post abaixo) é um dos mais premiados e competentes jornalistas portugueses. Já trabalhou na BBC de Londres (acredito que era o sonho de todo jornalista até alguns anos atrás), na CNN (idem) e atualmente trabalha na RTP, a televisão pública de Portugal.

Written by Rafael Rodrigues

September 13, 2006 at 10:40 pm

Posted in Leituras

O Codex 632

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E eu tô quase ficando importante. Recebi um livro no dia que estava marcado pra ele chegar nas livrarias – que foi ontem, no caso – e ainda nem está no site da editora! Tudo bem fui eu quem pediu e tal, mas pô, dá um refresco também, né? hehehe

Estou falando de “O Codex 632″ (Record, 520 págs.), do português José Rodrigues dos Santos. Como resumir a história, ó, pá? Tentarei assim:

Um professor de história português recebe a missão de desvendar uma estranha frase, deixada por um outro historiador, que morre no Rio de Janeiro. O tal enigma pode estar ligado ao ”descobrimento” do Brasil. E pode revelar fatos jamais imaginados, mudando tudo o que sabemos sobre o “descobrimento” e sobre um dos maiores navegadores de todos os tempos que, até o momento, (quase) nada tinha a ver com o Brasil: Cristóvão Colombo.

Alguns sites portugueses andam comparando José Rodrigues dos Santos a Dan Brown, pelo fato de fazer uma ficção com base em fatos e documentos reais - o codex 632 é um deles (não sei o que ele representa ou quais informações ele contém, mas vou saber em breve). 

O fato é que li o primeiro capítulo e gostei muito. Deu sede de ler o segundo. Ao contrário de “O código Da Vinci”, que comecei a ler e não me prendeu.

Os gajos andam gostando. Mais de 115 mil exemplares foram vendidos por lá em 11 meses. Mas o livro tem tudo para ser bom mesmo.

Aliás, ultimamente tem saído muita coisa boa em livro. Fica difícil pro literato digerir tudo. Mas a gente vai tentando.

Written by Rafael Rodrigues

September 13, 2006 at 10:35 pm

Posted in Citações, Leituras

Eu, Deus

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“Gênese.

Mudarei tudo. Que eu encarne Deus, ventríloquo, metteur-en-scène. Que sejam eles as marionetes, que sejam deles os títeres, que sejam eles… os atores.

Mas que seja minha a história. E todas as palavras. Agora e para sempre. Pois fui eu quem as pariu. De mim brotaram. E o vômito não foi deles. Muito menos a traquéia queimada com tanta dor e remorso. E o esôfago dilacerado pela repentina falta de amor.”

Estas são as primeiras linhas de “Eu, Deus” (Record, 288 págs.), primeiro romance de Sidney Garambone, mais conhecido por ser editor-chefe do Globo Esporte e, agora, como autor de um dos mais belos começos de livro que já li. E ele continua muito bem, até onde pude vi. Fazendo jogos de palavras, mostrando saber exatamente o que está fazendo. Diferente de muito novo escritor por aí… 

Lerei o romance inteiro em breve, mas com certeza é bom, dá pra sentir. Conta a história de Victor Vaz, um escritor que decide transformar em livro as TPM (Tuesday Party Movies), encontros promovidos por seu amigo Gustavo, para assistir e discutir clássicos em dvd. Além dos dois, participam das reuniões quatro mulheres, que com certeza darão muito pano para a manga do escritor.

Mas os cinco amigos não gostam nada da idéia de Victor. E então começam os conflitos.

O romance promete.

Written by Rafael Rodrigues

September 13, 2006 at 10:08 pm

Posted in Citações, Leituras