Archive for December 2006
Que dia é hoje?
Trabalhar em shopping tem dessas. Ao menos comigo: fico sem saber exatamente que dia da semana estou vivendo. Hoje acordei sem saber que é sábado. E durante a semana me perguntei algumas vezes “que dia é hoje mesmo?”.
Não trabalho amanhã nem segunda. Porque trabalhei domingo passado. Espero poder descansar bastante, que o negócio não está fácil.
Ah: recebi outra caixa de livros ontem. E rapaz… Só a nata da nata. “20 contos de Truman Capote”, “47 contos de Juan Carlos Onetti”, o volume 5, de crônicas, dos livros que a Record lançou recentemente do García Márquez, o livro de memórias do Jorge Amado, nossa, só coisa de primeira mesmo.
Vou-me indo, e desejo a todos um feliz 2007! Que vocês tenham saúde e fôlego pra correr atrás do que querem. O meu fôlego vou renovar amanhã e segunda. Só não me perguntem como
Abraços e amanhã ou segunda-feira tem o último post de todos os tempos deste Entretantos. Preparem-se.
Tem coisas, BUM!…
Eu me orgulho muito do que faço, dos meus pulos literários. Mesmo que sejam apenas alguns pulinhos, nada ainda no estilo “vai, garça!”, eu me sinto orgulhoso e recompensado, sempre.
Ainda mais quando ganho uma coisa dessas:
(Clique na foto pra ampliar a imagem)
É o catálogo dos primeiros 6 livros publicados pela Alfaguara aqui no Brasil. Na ordem: James Joyce (“Retrato do artista quando jovem”), Truman Capote (“Travessia de verão”), Cormac McCarthy (“Onde os velhos não têm vez”), Fernando Pessoa (“Quando fui outro”), Will Self (“Grandes símios”) e Mario Vargas Llosa (“Travessuras da menina má”). Dos listados só não tenho, ainda, o do Pessoa.
O material é de primeira. Foto dos autores como capa, um resumo biográfico deles, entrevistas e o primeiro capítulo dos livros. Ganhei isso do Digestivo. E curti pra caraca.
Depois dessa sessão “eu me acho”, vou-me indo. Abraços!
Este sim, o último, de verdade
Ok, comprei mais um livro. Na verdade, meu maestro e guru literário comprou pra mim, em Salvador. “Encontro em Samarra”, romance de John O’Hara (ver citação abaixo), por 10 reais, nas Americanas.
Com esta obra-prima, fecho o ano. De livros comprados, diga-se de passagem. Porque hoje também recebi uma caixa recheada de coisa boa.
Ou vai ou racha
“Se você vai sair dessa maldita cidade, pelo amor de Deus escreva alguma coisa capaz de realmente tirá-lo daí. Escreva algo que rompa sua ligação com ela de forma imediata, que o ajude a se livrar da amargura que você com certeza deve ter guardado contra todos esses canalhas baratos, cheios de superioridade.”
Conselho de John O’Hara, um dos maiores escritores norte-americanos, ao colega de pena Walter Farquhar, de quem nunca ouvi falar.
O trecho acima é parte do prefácio escrito por John Updike, outro escritor dos grandes, e foi retirado da edição do romance “Encontro em Samarra”, de John O’Hara, publicada pela Ediouro.
Agora sim, os últimos de 2006
Eis os últimos livros que comprei em 2006:
“As confissões de Max Tivoli”, do americano Andrew Sean Greer, só porque John Updike elogia. Espero realmente que seja bom. A primeira frase do livro me fez refletir e me deixou um tanto triste: “Somos, cada qual, o amor da vida de alguém.” Mas isso não interessa.
O outro livro, este sim o último que comprei, foi “O último leitor”, do argentino Ricardo Piglia, com ensaios sobre literatura. Eu o queria desde julho, quando ele foi lançado. Resolvi fazer um “mimo” pra mim mesmo e comprei-o-o. Paguei à vista! Milagre! Sensação boa, essa, a de comprar à vista.
E por último, o que ganhei de Cássia ontem: “Uma comovente obra de espantoso talento”, do também americano Dave Eggers. Ele romanceou a própria vida, se atendo mais ao fato de ter perdido os pais muito jovem, aos vinte e poucos anos (ambos morreram de câncer no espaço de 1 mês entre uma morte e outra).
Pelo que eu li sobre o livro, Eggers escreveu um pouco sobre o que eu vou escrever daqui a dois anos, com objetivo também de fazer um romance. É bom logo eu avisar minhas intenções pra depois não dizerem que plagiei o cara. Tenho no meu caderno um manuscrito do esquema do meu talvez-futuro-livro, com toda a estrutura e personagens. Uma perícia poderá dizer a data que escrevi o esquema. Quem me acusar de plágio passará vergonha.
Ah, e Feliz Natal!
Feliz Natal a todos! Mesmo que um pouco atrasado
Texto novo no DC
Estou moído. Cansado pra caraca, de verdade.
Sexta-feira saiu um texto meu no Digestivo, integrante do Especial Melhores de 2006, onde os colunistas e colaboradores elegem o que de melhor aconteceu em 2006. O que saiu sexta é o primeiro de dois textos. Confiram lá a primeira parte, é só clicar aqui.
Protected: Eu não uso sapato
Como vou indo (mesmo sem ninguém ter perguntado)
Eu vou bem, obrigado.
Cansado, bastante. Meio sem tempo, assim assim.
Com saudades do meu amor.
Tendo de escrever três colunas de despedida.
Pois estou deixando de escrever para três sites.
Tendo de escrever dois textos pro Digestivo.
Sendo que um deles depende da resposta via email de um escritor.
Aliás, vou até enviar um email pra ele de novo.
Opa, me enganei.
São duas respostas de dois escritores.
Como é fim de ano, duvido que me respondam.
Acho que só em 2007.
Comprei meus últimos livros de 2006.
Pela ordem que foram passados pela garota do hiper, o último foi “Reparação”.
Do Ian McEwan.
Para felicidade geral da nação e do PP e do SR, que falaram tanto nele que resolvi comprar logo.
O outro foi “Dossiê de Brasília – Os segredos dos presidentes”, porque estava por 10 reais.
É do Geneton Moraes Neto.
Outro que comprei foi “Travessuras da menina má”, do Vargas Llosa.
Porque todo mundo anda dizendo que é bom.
E porque eu achei que seria também.
E porque eu meio que estou fazendo uma coleção.
Dos livros lançados pela Alfaguara.
Não quero ter todos. Só os melhores.
Minha coleção: “A nata da Alfaguara”. Que já publica só a nata.
Então é a nata da nata. A minha.
Hum…
Ah, comprei um outro também.
Mas esse não posso falar o nome.
Por enquanto.
Hum, lembrei de outro.
“Adeus, Columbus”.
Do Philip Roth.
Porque é o primeiro dele, e porque foi lançado direto na Companhia de Bolso.
A capa é muito bonita, azulona.
E o livro parece ser muito bom, também.
Mas só li o começo.
Hum…
Vou indo.
Coisas e coisas a fazer.
Post sem links mesmo.
O Google existe pra isso, ok?
Inté!
I’m still alive
Ohhhhhhhhhh, iiiiiiiiiiii, i’m still aliveeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Da discrição das pessoas
Ou da curiosidade delas, pode ser também.
O fato é que a garota nem disfarçou. Simplesmente parou do nosso lado – estávamos conversando, um amigo e eu, num dos corredores da faculdade -, largou seus cadernos no chão, olhou para eles como se admirando o fato de eles terem “caído sozinhos”, abaixou-se lentamente, pegou os cadernos e se foi.
Sem querer dar uma de bonitão, mas ela só pode ter parado para ouvir a nossa conversa. Que não era nem tão interessante assim.
Sugestão para os Parlamentares
O Supremo Tribunal de Justiça barrou o aumento salarial de 91% para os parlamentares.
Sugiro a eles que protestem, pois isso é uma grande injustiça. Na verdade, sugiro que eles entrem em greve, como forma de protesto. Por tempo indeterminado.
Quem sabe assim esse país anda pra frente.
E uma sugestão para nós, cidadãos: se esse aumento sair, vamos ter que sair nas ruas. Desse jeito não dá. 91% é o cacete!
Sem baderna e violência, claro. Mas seremos obrigados a protestar. Vão logo se preparando, pelo amor de Deus. E fiquem atentos às notícias, porque eu estou meio desatualizado. Se sair o aumento e eu não der uns “porras” aqui, me avisem.
Sobre sair nas ruas para protestar, é sério.