Entretantos

Literatura e otras cositas más

Archive for July 2007

Pretensões literárias

with 3 comments

* Publicado em 23 de março de 2007 no “antigo” Entretantos.

Eu sempre fui um tanto quanto retraído. Nunca fui de contar vantagem ou de sair divulgando uma ou outra conquista que tive aqui e ali.

Ultimamente tenho mudado um pouco isso. Contra a minha vontade, pra ser sincero. Se eu pudesse permanecer incógnito e fazer tudo o que tenho feito, seria perfeito. Mas o rumo das coisas me obriga a deixar um pouco de lado a timidez e divulgar o que ando fazendo.

Acho que foi no fim de 2005 que comecei a mandar algumas mensagens para minha lista no Orkut, divulgando o 3 Vozes, blog meu, do Thiago e do Dudu. Tínhamos sido o blog da semana do Jornal do Brasil, e depois disso me senti um pouco mais à vontade para divulgar o endereço. A idéia era expandir o blog, angariar mais leitores. Infelizmente a idéia não deu certo. O blog hoje encontra-se adormecido. Acordará no tempo certo.

Mas a questão aqui não é especificamente o 3 Vozes. A questão aqui é o “se expor”. Eu não gosto de me expor e faço o máximo para que isso não aconteça. Ao menos não de maneira desordenada e gratuita.

Aí você vem e me diz: “mas Rafael, você, escrevendo isso, já está se expondo”. Concordo. Só que estou falando de um outro tipo de exposição. A exposição de mim mesmo, nos posts aqui do blog, são apenas fagulhas de minha personalidade e absolutamente nada de minha vida. Se vocês observarem bem, aqui não há posts com detalhes de minha vida pessoal ou profissional. Eu evito falar de minha namorada, por exemplo. Agora eu a citei e deixei o link para o blog dela, só. Vai ser muito difícil vocês verem aqui algo além disso. Read the rest of this entry »

Written by Rafael Rodrigues

July 26, 2007 at 12:50 pm

Que é isso, companheiro?

with 6 comments

Escritor é um bicho engraçado. Não todo escritor, é verdade. Esses novos aí, arrogantes, prepotentes e que querem ser popinhos (de “pop”).

Já perdi a conta de quantas vezes soube de um escritor reclamando de uma crítica a um livro seu. Ora, não quisesse ser criticado, não publicasse, ô caramba.

Todo crítico literário é, antes de mais nada, um leitor. E é o leitor que faz a interpretação dos livros que lê. Na maioria das vezes o leitor não fica querendo saber o que o autor quis dizer com a história. Ele entende o livro da maneira que lhe convém no momento da leitura. Não sou o único a achar que a leitura de um livro depende muito do momento pelo qual o leitor está passando. E isso interfere na questão do “gostar” ou “não gostar”. 

É óbvio que o crítico precisa colocar as emoções de lado e atentar para as questões linguísticas e literárias (estéticas) da obra. Precisa colocar de lado o gosto pessoal e ser imparcial para poder bem analisar a qualidade de um livro. Mas o crítico não é obrigado a enxergar em cada livro tudo o que este ou aquele escritor quis dizer. Se quisesse saber isso, entrevistaria o autor, ao invés de escrever uma resenha. Se ele, o crítico, critica algum livro, o faz porque é a sua opinião. Se a crítica é dura, paciência. O escritor precisa aprender a conviver com isso. O caso é que alguns não conseguem. Vejo escritores com 30, 40 anos de idade, reclamando de resenhas, como se fossem meninos birrentos que pedem à mãe um boneco no supermercado e a mãe diz que não vai comprar. Aí começam a encher o saco, berrar, pular, chorar.

Sou até suspeito para falar disso. No caso, para falar sobre “o que o autor quis dizer”. Vira e mexe sou mal-interpretado por um ou por outro, e fico danado comigo mesmo, por não ter conseguido expressar de maneira clara o que eu quis dizer. Mas enfim. Isso são outros 500.

O fato é que já soube até de escritor que ameaçou arrebentar as fuças de um crítico. Onde já se viu isso? O crítico precisa, sim, ser responsável em tudo o que diz. Mas ele pode, e deve, se sincero e se achar justo, meter o pau em um livro. No sentido de apontar as falhas de maneira sóbria e não-ofensiva. Se os “novos” (pois não são mais jovens autores) escritores começarem a reclamar de resenhas que criticam seus livros, vai chegar o momento em que o crítico vai criticar determinados autores de propósito, só pra ver o garotinho chorão ficar berrando. Quando isso acontecer, vai ser aquela coisa: o menino pirracento de um lado, o menino berrão do outro. Quem vai aguentar uma barulheira dessas?

Written by Rafael Rodrigues

July 25, 2007 at 2:01 am

Posted in Literatura

Copa de Literatura Brasileira

with 5 comments

Depois do Pan, vem aí a maior sensação da década. A Copa de Literatura Brasileira, um mega-evento-literário-esportivo. Ora, quem disse que não dá pra conciliar livros e esportes? Pois faremos nós a nossa parte.

Um grupo de 15 jurados fará o maior torneio literário que por aqui já se viu. Serão dezesseis livros (romances brasileiros) disputando o troféu da versão zero da CLB. O torneio terá 15 jogos, com direito a quartas-de-final, semi-final e a apoteótica final, que decidira o campeão da CLB.

Okey, okey, exagerei e fiz uma brincadeirinha com os esportes. Mas a idéia é boa, é séria, e vem sendo amadurecida há várias semanas. O Lucas Murtinho, a mente por trás de tudo (epa!), explica melhor e de forma mais séria no blog dele. Lá você confere também a lista de livros e jurados participantes.

O site da CLB está sendo (gerúndio certo) preparado e vamos estar fazendo os últimos ajustes para estar dando início às primeiras partidas. Assim que tiver novidades sobre a quantas anda a Copa de Literatura Brasileira #0, vou estar avisando aqui no blog (sucessão de gerúndios errados; deu pra aprender?).

Written by Rafael Rodrigues

July 23, 2007 at 3:02 am

Tudo pela Bahia

with one comment

Como vocês sabem – espero eu -, o senador pelo Estado da Bahia ACM (Antônio Carlos Magalhães) faleceu hoje pela manhã.

Quem mora fora da Bahia não tem noção do impacto que a morte de ACM tem sobre boa parte do povo baiano. Antônio Carlos não era visto com bom olhos pela maior parte do povo brasileiro. Mas, aqui na Bahia, ACM tinha grande prestígio. Tinha inimigos políticos e muita gente não simpatizava com ele, é verdade, mas a maioria dos baianos era eleitor de ACM e arrisco dizer que muita gente gostava dele de verdade, como pessoa. E digo mais: até os inimigos políticos de ACM, ou eleitores que faziam questão de discursar contra ele nas eleições, o admiravam.

Não sei como explicar isso. Nem tenho conhecimento para tanto. O que disse acima são minhas impressões, resultado do que já li e ouvi falar sobre ACM e de alguma experiência própria (leia-se: conversas sobre política). Eu, que era petista – hoje já não sou mais -, sempre votei no PFL, aqui na Bahia. Por mais que falem horrores de ACM, a verdade é que ele fez muito pelo seu estado.

Bom, não vou seguir falando sobre o que pouco sei. Em uma fala de cerca de 3 minutos a jornalista Lucia Hippólito (a única que, quando o Jô Soares resolve fazer aquela mesa redonda de jornalistas mulheres, fala alguma coisa que preste) faz um ultra-mini-resumo da personalidade e da trajetória de Antônio Carlos. É bem curtinho, mas já dá pra ter uma noção de quem foi o homem. Ouçam lá, na CBN de novo. O arquivo de hoje, 20 de julho.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/politica.asp

P.S.: Para quem quiser ouvir mais sobre o que ACM representou para o Brasil e, mais especificamente, para a Bahia, é só clicar no link abaixo e ouvir o Merval Pereira (o arquivo do dia 20 de julho). Eu nem gosto muito dele, mas ele foi bem justo e sóbrio no que falou.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/merval.asp

Written by Rafael Rodrigues

July 20, 2007 at 11:59 pm

Posted in A vida como ela é

Pornopolítica

without comments

Antes de mais nada, cliquem no link a seguir http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/arnaldojabor.asp e ouçam o comentário do Arnaldo Jabor do dia 18 de julho.

***

O acidente em si e essa coisa das visitas no blog terem aumentado vertiginosamente por causa dos posts sobre ele têm me deixado mais triste do que achei que fosse ficar. Eu não consigo entender como tem gente que procura certas coisas em sites de busca. Isso não é normal, não é. Uma pessoa normal não pode procurar coisas assim. Isso é coisa de gente doente.

***

Hoje ela esteve aqui e me deu presentes referentes ao meu aniversário. Nem precisava de um, quanto mais de dois. Um deles foi o “Pornopolítica“, do Arnaldo Jabor, que quero logo ler, e que já saiu da lista de futuras aquisições aí do lado.

Folheando o livro encontrei um trecho excelente, da crônica “A mulher não existe”:

(…) eu sempre fui vítima das mulheres; eu sou hoje o que as mulheres fizeram comigo. Eu sou o que aprendi com elas. Na paixão ou no ódio, a cada mulher, eu descobri defeitos e qualidades que me formam, como acidentes que foram me desfigurando.

Quantos e quantos homens não se sentem assim?

***

No Rascunho deste mês, entre outras matérias e resenhas muito boas, há trechos da participação de Flávio Moreira da Costa no Paiol Literário, evento promovido pelo Rascunho, pela Fundação Cultural de Curitiba e pelo Sesi Paraná que leva ao estado escritores brasileiros para uma conversa sobre literatura, é claro.

Dois trechinhos, pra vocês ficarem com água na boca:

Mesmo usando óculos, não enxergo muita coisa na crítica literária brasileira, não. É uma modalidade em extinção, infelizmente. Tem resenhas que até cumprem seu papel. Mas quando eu comecei, no Rio de Janeiro, ainda novo, quem é que escrevia crítica literária? Álvaro Lins, Otto Maria Carpeaux, Antonio Candido, José Guilherme Melquior. Enfim, só tinha cobra. E isso me ajudou muito. Mesmo sem ter uma obra publicada, eu lia suas críticas e lia os autores sobre quem eles escreviam. Hoje isso não existe muito. A imprensa se massificou. O lugar da literatura, na imprensa, diminuiu bastante. Os suplementos literários praticamente desapareceram. Agora, há suplementos culturais. O livro, neles, é uma entre outras coisas.

Eu me irrito diariamente. E me irrito tanto com essa realidade massacrante que é o Brasil que, talvez, em função disso, eu até procure refúgio na literatura. Agora, na literatura, o que me irrita é notar que um autor escreve e se coloca, ali, numa posição de “eu estou fazendo literatura”. Ele tem que disfarçar isso. Tem que ter um pouco de vergonha de fazer literatura.

***

Eu tenho, Flávio.

***

Aliás, o Flávio mandou a editora (Ediouro/Agir) dele me enviar dois livros seus que saíram recentemente. Um foi a antologia “Melhores contos de cães & gatos“, e o outro foi o romance “O equilibrista do arame farpado“, vencedor do Prêmio Jabuti de 1977, que ganha agora sua segunda edição.

A antologia, pelo que folheei, é ótima. Na verdade, o “de cães & gatos” é só mais uma desculpa para reunir em livro alguns dos melhores contos da literatura universal. Essas antologias que o Flávio organiza fazem um belo trabalho pela literatura. Com certeza tem gente que compra o livro achando que é inofensivo. Aí vai acabar lendo Tchekov, Jack London, Quiroga, Pirandello, Machado, Poe, Rubem Braga, Otto Lara Resende e dezenas de autores essenciais.

Sobre “O equilibrista…” nada tenho a dizer, ainda. Nem o folheei direito, mas somente porque quero lê-lo inteiro, começar e terminar, pois preciso corrigir uma injustiça. Resenhei, ano passado, “Malvadeza Durão e outros contos“, também do Flávio e, relendo o texto esses dias, percebi que a resenha está uma porcaria, e nem de longe faz jus à qualidade do livro. Coisas de um resenhista inexperiente.

***

Eu tinha algo a dizer, mas esqueci. Ah, lembrei: ainda falta postar um texto sobre a viagem, e falar mais sobre a minha ida à Flip. Farei isso em breve, espero.

Written by Rafael Rodrigues

July 20, 2007 at 1:36 am

Dos intermédios

without comments

Apresentei, virtualmente, dois excelentes escritores que gosto muito: Mayrant Gallo e Menalton Braff. Os dois trocaram emails, livros e eis que o Menalton resolve falar do Mayrant e acaba por me citar:

http://www.jornalacidade.com.br/news.php?noticiaId=56736

***

Ah, e as visitas de hoje do blog mais uma vez comprovam a minha teoria. Até o momento tenho mais de 40 visitas APENAS com os termos de busca citados no post abaixo e mais uns que inventaram de ontem pra hoje. É terrível isso. Terrível.

Written by Rafael Rodrigues

July 19, 2007 at 1:20 pm

Posted in A vida como ela é

Quando eu digo…

with 6 comments

Eu disse no post abaixo que achei exagerada a cobertura que alguns veículos de comunicação fizeram do acidente com o avião da TAM. Não quero, como também disse no post, minimizar o acidente, longe disso. A questão é que algumas imagens e textos não precisavam ter sido divulgadas. Tem um comentário meu no post abaixo, em resposta a um outro comentário, e nele eu sou um pouco mais específico.

Este post é só pra mostrar o que eu já sabia: muita gente vem procurar na rede informações tenebrosas do acidente. Algumas visitas do blog, hoje (o maior número de visitantes desde o início do blog), foram de sites de busca com os seguintes termos (o número ao lado corresponde ao número de visitas):

imagens dos corpos sendo retirados do a 2
quero ver os corpos dos mortos avião 1
fotoa acidente tam 1
onde posso ver as fotos dos mortos do av 1
evangelicos e acidente TAM 1
foto da cassia que estava no aviao da ta 1
fotos acidente tam corpos 1

Então, meus caros, é isso que quero dizer: muita gente quer ver a miséria, a desgraça. E a imprensa, ao invés de mostrar apenas a informação, satisfaz a esses vampiros malditos da desgraça alheia.

E eu só não deleto o post porque ele custou ser escrito. Minha vontade, mesmo, era nem tê-lo postado, não quero essas visitas aqui no blog. Não quero, mesmo.

Written by Rafael Rodrigues

July 18, 2007 at 11:26 pm

Posted in A vida como ela é

De que adiantam palavras?

with 9 comments

Desde que meu avô materno faleceu, anos atrás, que venho tentando escrever um texto definitivo sobre a morte. Melhor dizendo: sobre o que eu acho dela.

Não tenho medo de morrer. De maneira alguma. Sei que minha hora vai chegar, e procuro não pensar nisso. Quando for a hora, paciência. Tchau e bênção.

Antes de viajar pra São Paulo, deixei um amigo (um irmão de vida) avisado: na última gaveta de minha bancada, debaixo de minhas revistas, estaria um papel com as senhas dos meus emails e logins dos computadores, e uma lista de pessoas que ele deveria avisar, caso alguma coisa acontecesse na viagem e eu não mais voltasse. Não foi pessimismo, foi precaução. Imaginem que coisa uma pessoa ligar um computador e ver, na lista de logins do Windows, o nome daquele que não mais está presente. Terrível.

Não avisei à minha mãe nem à minha namorada disso porque ambas são muito preocupadas. Se elas soubessem que eu quis prevenir alguma coisa, iriam pensar que eu estava achando que não voltaria da viagem. E isso seria um problema. Apesar de que Cássia me viu escrevendo o bilhete, e eu acho que ela sabia o que eu estava fazendo.

(Me diz depois se você lembra disso.)

Mas, ainda assim, disse à minha mãe, em tom de brincadeira, mas falando sério, que eu quero ser cremado. E que não quero velório nem chororô. É pá-puf: morreu, cremou, já era.

O acontecido de ontem com o avião da TAM – empresa pela qual viajei recentemente – me fez escrever este texto (que não é, nem de longe, o definitivo, sobre a morte). A cobertura da imprensa me impressionou. É gravíssimo o caso, e pode ser que tenha algo a ver com a crise nos aeroportos. Congonhas estava em reforma, será que fizeram algum serviço mal-acabado na pista, por conta da pressa em reabrir o aeroporto? Ou será que foi problema na aeronave? Ou será que vai sobrar pro piloto (leia-se: “erro humano”)? Perguntas que serão respondidas daqui a algum tempo, depois das investigações. Mas o que me deixou intrigado foi: a imprensa está fazendo essa grande cobertura do acidente porque ele é grave ou porque a tragédia é algo que “fascina” a todos? Não seria melhor uma cobertura mais superficial – no sentido de colocar menos imagens da tragédia, dos corpos sendo retirados, e de não dar tantos detalhes sobre os mortos?

Não bastaria divulgar o acontecido, divulgar a lista de passageiros e deixar o restante para quem realmente tem a ver com a coisa? Me perdoem os termos “acontecido” e “a coisa”, não estou minimizando o acidente, não achem isso, pelo amor de Deus. É que eu me senti muito mal ao ver algumas imagens na tevê e ao ler algumas coisas aqui na rede. Fico pensando nos parentes das vítimas, sabendo de tudo isso e, pior, vendo e revendo isso na tevê, a todo o momento.

Sinceramente, não vejo essa cobertura como uma mostra de jornalismo competente e informativo. Vejo, em certos locais e em certas matérias, um tom de sensacionalismo. Posso estar exagerando, mas essa é a minha opinião.

Mas, o que eu queria mesmo perguntar, é o seguinte: de que adiantam palavras, se estão todos mortos?

Written by Rafael Rodrigues

July 18, 2007 at 3:35 am

Posted in A vida como ela é

Desculpem, mas eu vou reclamar

with 5 comments

Detesto reclamar da vida. E mais: detesto ouvir gente reclamando da vida. Melhor dizendo: detesto ouvir gente reclamando da vida, de barriga cheia. É que tem gente que é saudável, tem todos os membros e órgãos no lugar certinho, tem uma boa família, sei lá, tem tudo ou quase tudo. Aí quando alguma coisinha dá errado, começa a reclamar feito não sei nem o quê. E isso é chato. A pessoa deixa de ver tudo o que tem e passar a falar daquilo que não tem, ou do que deu errado. Não vê o lado bom da vida, e esquece de que existe coisa boa até nas coisas ruins. Ao menos uma lição dá pra aprender, na adversidade.

Finalizada a sessão auto-ajuda, vou reclamar. E de uma coisa que já reclamei antes: falta de tempo.

É terrível ficar assim, com tão pouco tempo e tanta coisa pra fazer. Estou entrando na terça-feira, mas de ontem pra hoje parece que uma semana já passou em minha vida, de tanta coisa que tenho que fazer, de tanta coisa que já fiz e de tanta coisa que ainda tem pra fazer, mesmo já tendo feito muita. Terrível.

Com essas coisas todas não posso nem ler direito. Estou com uma pilha de livros encostados ali. E nem tenho tido tempo de ler meus vizinhos de Breviário. Ontem li um texto do Paulo Osrevni e fiquei danado da vida. Pois eu sei que estou perdendo muitos posts bons aqui, e não posso fazer nada em relação a isso. Ao menos por enquanto.

Me refiro ao texto “A escrita e suas fórmulas“. Se você não leu ainda, vá correndo ler. Muito bom.

Vi agora que o Edson falou no McEwan, de quem também tenho o “Reparação” mas não li ainda. E nem tenho previsão de quando ler. Mas não tenho pressa. O bom é ler quando for o tempo de ler. E aí o próprio tempo vai ajeitar tudo pra isso acontecer no momento certo.

***

Mudando totalmente de assunto, quem aí já cantou num karaokê? Já repararam que as imagens que ficam passando na tevê quase nunca têm a ver com a música que está sendo cantada? Estive hoje num bar com uns amigos do trabalho e cantamos um pouquinho. Tem uma música que passa a foto de um tiozão de sunga, deitado de barriga pra cima. Pô, fala sério.

Uma das músicas que cantamos foi “Escrito nas estrelas”, imitando a voz da Tetê Espínola, é claro. Você não conhece essa pérola? Não sabe o que está perdendo.

***

No fim das contas, não reclamo. É divertido ter tanta coisa pra fazer e conciliar. É complicado, é cansativo, mas é melhor assim. Eu digo que reclamo só pra fazer charme mesmo. Mas que estou cansado, estou.

Written by Rafael Rodrigues

July 17, 2007 at 3:11 am

Posted in A vida como ela é

Pra quê tanta página?

with 5 comments

O livro “Por que os homens dormem depois do sexo?” tem 320 páginas.

Mas ele poderia ter bem menos. Bastava uma. Com duas respostas:

“Porque ele está cansado” e “Na verdade, nem todo homem dorme depois do sexo”.

Essa segunda resposta inspiraria alguém a escrever um livro chamado “Por que alguns homens não dormem depois do sexo?”, este sim com informações relevantes.

Written by Rafael Rodrigues

July 15, 2007 at 2:44 am

Posted in A vida como ela é

De Sampa, com atraso – I

with one comment

O post abaixo é um dos que escrevi no caderno, enquanto estava em Sampa. Na verdade, só escrevi este e outro, que postarei em breve. O restante são anotações para minha coluna sobre a Flip, a sair no Digestivo, e talvez algumas outras coisas que não sei se digo aqui, se digo na coluna ou se guardo só pra mim.

Dos meus desejos mais recentes, um dos mais fortes é o de vir morar em São Paulo. Não penso em passar os resto dos meus dias aqui, mas penso em viver boa parte da minha vida na capital paulista.

Os primeiros dias que passei aqui foram muito bons. Até porque tive companhia. Mas agora, depois de passar 08 dias sempre em contato com alguém, sendo que nos últimos seis dias eu estava cercado de gente por todos os lados, em Parati, sinto a terrível sensação de estar absolutamente só. Estou numa pousada em São Paulo, mas estou realmente só. Longe daqueles que gosto e também longe de mim. Pois não consigo ser eu mesmo sem alguém do meu lado, ou próximo de mim. É essa a sensação, ao menos.

Ontem saí para tomar café numa padaria aqui perto. Essa padaria, por sua vez, fica perto de um teatro alternativo em Sampa. Nesse teatro, pelo que pude perceber, vão pessoas que querem assistir às peças, mas também gente que só quer aparecer. Aliás, é assim em todo lugar, não é mesmo?

09/07/2007 – 12:20

Written by Rafael Rodrigues

July 15, 2007 at 1:41 am

Posted in A vida como ela é

Menos um na lista

without comments

Menos um livro na lista de aquisições futuras, link ao lado. Menos dois, aliás, mas o outro eu não sei ainda qual é, porque ela não me deu ainda hehehe

O que comprei ontem foi O americano tranquilo, do Graham Greene. Porque eu tenho que ler ao menos um livro do homem.

Written by Rafael Rodrigues

July 14, 2007 at 11:15 pm

Posted in A vida como ela é