Desculpem, mas eu vou reclamar
Detesto reclamar da vida. E mais: detesto ouvir gente reclamando da vida. Melhor dizendo: detesto ouvir gente reclamando da vida, de barriga cheia. É que tem gente que é saudável, tem todos os membros e órgãos no lugar certinho, tem uma boa família, sei lá, tem tudo ou quase tudo. Aí quando alguma coisinha dá errado, começa a reclamar feito não sei nem o quê. E isso é chato. A pessoa deixa de ver tudo o que tem e passar a falar daquilo que não tem, ou do que deu errado. Não vê o lado bom da vida, e esquece de que existe coisa boa até nas coisas ruins. Ao menos uma lição dá pra aprender, na adversidade.
Finalizada a sessão auto-ajuda, vou reclamar. E de uma coisa que já reclamei antes: falta de tempo.
É terrível ficar assim, com tão pouco tempo e tanta coisa pra fazer. Estou entrando na terça-feira, mas de ontem pra hoje parece que uma semana já passou em minha vida, de tanta coisa que tenho que fazer, de tanta coisa que já fiz e de tanta coisa que ainda tem pra fazer, mesmo já tendo feito muita. Terrível.
Com essas coisas todas não posso nem ler direito. Estou com uma pilha de livros encostados ali. E nem tenho tido tempo de ler meus vizinhos de Breviário. Ontem li um texto do Paulo Osrevni e fiquei danado da vida. Pois eu sei que estou perdendo muitos posts bons aqui, e não posso fazer nada em relação a isso. Ao menos por enquanto.
Me refiro ao texto “A escrita e suas fórmulas“. Se você não leu ainda, vá correndo ler. Muito bom.
Vi agora que o Edson falou no McEwan, de quem também tenho o “Reparação” mas não li ainda. E nem tenho previsão de quando ler. Mas não tenho pressa. O bom é ler quando for o tempo de ler. E aí o próprio tempo vai ajeitar tudo pra isso acontecer no momento certo.
***
Mudando totalmente de assunto, quem aí já cantou num karaokê? Já repararam que as imagens que ficam passando na tevê quase nunca têm a ver com a música que está sendo cantada? Estive hoje num bar com uns amigos do trabalho e cantamos um pouquinho. Tem uma música que passa a foto de um tiozão de sunga, deitado de barriga pra cima. Pô, fala sério.
Uma das músicas que cantamos foi “Escrito nas estrelas”, imitando a voz da Tetê Espínola, é claro. Você não conhece essa pérola? Não sabe o que está perdendo.
***
No fim das contas, não reclamo. É divertido ter tanta coisa pra fazer e conciliar. É complicado, é cansativo, mas é melhor assim. Eu digo que reclamo só pra fazer charme mesmo. Mas que estou cansado, estou.
Eu, de férias, sem trabalho, não tenho tempo para nada. Não sei se sou desocupado ou ocupadíssimo.
Diego
July 17, 2007 at 12:08 pm
Ah, este post me lembrou aquela música do Raul Seixas, Eu também vou reclamar. E, sim, o post do Paulo é excelente!
Diego
July 17, 2007 at 12:09 pm
Puxa, obrigado!
osrevni
July 17, 2007 at 4:32 pm
Eu reclamo mesmo. Pra kct, alias.
Como diria o Raul, eu também vou reclamar.
Thiago
July 17, 2007 at 6:17 pm
A gente reclama que não tem tempo, mas é legal ter muito o que fazer. E quanto menos tempo temos, parece que aparecem mais coisas a serem feitas, já reparou?
Mesmo com muito a fazer, é legal também deixar tudo de lado pra ir ao karaokê. Cantar lava a alma, saímos de lá limpinhos, limpinhos!
myriam kazue
July 18, 2007 at 2:01 am